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Glossário Técnico

 

 

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F

"Faca Baixa Verde" (ou "de Baixa Verde")
Veja "Faca Pajeú".

"Faca carneadeira" (ou simplesmente "carneadeira")
Designação popular e particular da região Sul do Brasil para um tipo de faca similar às de cozinha, com lâmina de comprimento entre 20 e 30 cm e largura de 4 a 6 cm, própria para trabalhar a carne de maneira profissional. Esse tipo de faca surgiu por volta de 1820, quando naquela região intensificou-se o comércio da "charqueada", onde a carne tinha que ser cortada em mantas para posterior salgamento. A empunhadura é sempre em duas talas, que podem ser de madeira ou chifre bovino, e as primeiras lâminas teriam sido reaproveitadas de serrotes traçadores. É também conhecida como "faca charqueadeira" ou simplesmente "charqueadeira" (colaboração de Reus Ercolani, Santa Maria-RS).

"Faca cega" (ing. "dull knife")
Têrmo popular brasileiro para definir faca sem fio, que não corta.

Faca "custom"
É a designação moderna (a partir da década de 1970) de uma faca produzida artesanalmente seguindo padrões e tendo materiais determinados previamente pelo cliente ("custom", em inglês). Com a crescente aceitação desse tipo de faca especial, os próprios cuteleiros passaram a selecionar melhor os materiais, a esmerar-se mais nos "designs" e no acabamento e atualmente qualquer faca artesanal com essas características pode ser assim definida, independendo de um cliente te-la ou não encomendado.

"Faca (ou adaga) d'Estaing"
Segundo o clássico livro "Cutelaria- de Suas Origens Até a Atualidade" (Cammile Page, 1900), é uma faca, ou adaga dobrável, projetada pelo almirante francês Charles Henri d'Estaing (1729-1794) em 1780, destinada a ser usada a bordo de barcos e de multiplas funções: alimentação, tarefas gerais e defesa. Segundo especialistas europeus, dessa criação derivam-se todas as demais facas dobráveis (colaboração de René Audubon, Curitiba-PR).

"Faca Embuá" ou de "Cabo-de-embuá"
Designação popular de um estilo de empunhadura de facas e punhais das regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde finos discos de materiais diversos (chifres, madeiras,fibras, marfim,etc) se mesclam com outros de metais (latão, alpaca, etc), oferecendo um contraste visual agradável. Embuá é o nome popular e regional do piolho-de-cobra, pequeno animal invertebrado da classe Diplopoda.

"Faca-esqueleto" (ing. "skeleton knife")
Designação moderna para facas sem talas de empunhadura, onde o material da lâmina se prolonga para trás e é apresentado nú, ou -quando muito - com um cordame enrolado, apenas para torná-lo mais confortável ao manuseio.

"Faca de arrasto"
Designação popular particular das regiões Norte e Nordeste do Brasil para facas e punhais de lâminas exageradamente longas, normalmente usadas por cangaceiros. Essa designação teria se originado no fato de que por serem muito longas levavam mais tempo para serem sacadas, ou "arrastadas", da bainha. É também outra designação para a atualmente raríssima "Faca Parnaíba" (ou "Parnahyba") citada na literatura brasileira do século 19 e começo do 20 e vista em ilustrações do Brasil Colônia, normalmente com lâmina de mais de 45 cm e guarda em "D". O nome refere à cidade de Parnaiba, no Piauí, onde o tipo teria surgido.

Faca de arremesso (ing. "throwing knife")
Tipo especialmente projetado e construido para ser lançado, onde o equílibrio entre as porções de empunhadura e lâmina são muito estudados. Habitualmente, as mais modernas não apresentam talas de empunhadura.

Faca de bolso (ing. "pocket knife")
em inglês, o mesmo que canivete.

Faca de bota (ing. "boot knife")
Designação genérica de diversos tipos de facas, ou adagas, próprias para serem portadas no lado de dentro do cano das botas. O tipo teria surgido na Europa ainda no século 17 e se consagrou nos EUA a partir do século seguinte, tendo atravessado todo o período do Velho Oeste. Embora em tempos passados tivessem médias dimensões (devido ao maior cano da botas da época), chegaram aos nossos dias raramente tendo lâminas maiores do que 4 polegadas de comprimento.

Faca de caça (ing. "hunting knife" ou "hunter's knife")
Designação de faca compactas, normalmente com lâminas entre 3 1/2" e 6 polegadas, de vários formatos. Essa designação parece ter surgido na década de 1970, com o "boom" da cutelaria artesanal nos EUA. Sua criação é atribuida por especialistas ao cuteleiro norte-americano Bob Loveless e tornou-se voz corrente entre os apreciadores de cutelaria em todo o mundo.A partir da década de 1980, houve uma tendência norte-americana de encurtar o termo, muitos cuteleiros "custom", fabricantes e publicações tratando-as simplesmente de "hunters", algo como "caçadoras".

"Faca comando" (ing. "commando knife")
Designação genérica e moderna de punhais utilizados por unidades militares e policiais em operações especiais. Esse nome provem dos punhais Fairbairn-Sykes utilizados pelos comandos ingleses na 2a. Guerra Mundial. Veja também "Fairbairn-Sykes".

"Faca-de-coronel"
Designação popular, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, para facas e punhais requintados, normalmente longos, originalmente usados por coronéis políticos e/ou aqueles das Guardas Nacionais desde o século 19 e até início do 20. No Sul da Bahia, pode também designar facas com bainhas de prata dobráveis, com uma ou duas dobradiças para que não se partam com grandes movimentos do corpo, como, por exemplo, montar a cavalo.

"Faca Curvelana"
Designação de antigas facas utilitárias e de defesa brasileiras nascidas na cidade de Curvelo (MG). Teriam surgido por volta de 1880-1890, têm empunhadura muito característica (reta em cima e curva na parte de baixo) e, curiosamente, "clip point" reto, como em algumas Bowies clássicas.

Faca de escoteiro (ing. "scout knife")
Inicialmente, é importante notar que esse têrmo inglês significa também batedor. Assim, essa designação tanto pode se aplicar a uma faca de lâmina fixa, própria para auxiliar o trabalho, por exemplo, de um batedor de exército, ou patrulha, no campo, quanto - como é mais comum nos EUA - definir um canivete utilitário, daqueles do tipo suíço, com várias lâminas/ferramentas, assim, claro, mais próprio para as necessidades de um escoteiro. Modernamente, a segunda definição é mais aplicada nos EUA, onde existem muitos colecionadores específicos do tipo.

Faca de gravidade (ing. "gravity knife")
Tipo de faca onde a lâmina fica inserida em sua empunhadura e, quando acionado um botão destravador ou fortemente chacoalhada para a frente, ela se desloca e, ao mesmo tempo, se trava. Há um modelo (raro) desse tipo de faca utilizado por paraquedistas nazistas.

Faca "língua de chimango"
Designação tipicamente gaúcha para facas cuja lâmina seja de pouca largura, ou estreita. Chimango (ou ximango) é uma ave de rapina, falconídea, semelhante ao carcará, porém menor e abundante nos pampas do Rio Grande do Sul.

"Faca-de-padre" (por vezes "Faca-de-jesuíta")
Designação brasileira para um raríssimo tipo de faca, utilitária ou mais normalmente de mesa, utilizada por algumas ordens religiosas cristãs a partir da Idade Média e, calcula-se, até o início do século 20. Habitualmente, sua lâmina tem gravações em Latim relativas a orações próprias para agradecer e abençoar o alimento.

"Faca de pescoço" (ing. "neck knife")
Tipo de faca pequena e compacta, para propósitos de defesa e/ou utilitários, cuja bainha apresenta um cordão para prendê-la no pescoço. Embora seja uma criação da cutelaria "custom" norte-americana da década de 1990, os índios dos EUA desde tempos remotos costumavam assim portar suas facas.

"Faca-de-Ponta"
Designação brasileira inicial das facas destinadas ao ataque e defesa. Figura em documentos já a partir do início do século 18.

Faca de sobrevivência (ing. "survival knife")
Designação genérica de facas destinadas a auxiliar a sobrevivência em condições extremas, a partir da metade da década de 1980. Normalmente, tem a empunhadura constituida de um tubo metálico e oco (no interior do qual se guardam itens básicos para a manutenção da vida humana: um pequeno "kit" de pesca, artefato para fazer fogo, etc), que também a transforma em ponta de lança. De forma moderna, surgiram no início da Guerra do Vietnã, através de uma criação do cuteleiro norte-americano Randall, e tornaram-se mundialmente famosas a partir do primeiro filme da série "Rambo", com um modelo do artesão Jimmy Lile.

Faca de trincheira (ing. "trench knife")
Designação genérica de facas (muitas vezes punhais) utilizados por soldados, principalmente nas duas guerras mundiais. O tipo não tem um modelo próprio, variando muito sua forma, tamanho, etc, dependendo do país e da época. Na 1a. Guerra Mundial existiram exemplares que foram construidos por soldados a partir de estilhaços de bombas, pregos de cercas, baionetas quebradas, etc.

Faca índia (ing."indian knife" ou "indian trade knife", ou ainda "trade knife")
Designação de lâminas utilizadas por, ou comercializadas com, indios nas fronteiras dos EUA do século 19. Na época do Velho Oeste, estas lâminas eram fornecidas por comerciantes, daí a designação "trade knife", faca comercial. Subdividem-se em dois ramos: as de obsidiana, confeccionadas pelos próprios índios, e as com lâmina de aço, muitas vezes adagas, fornecidas pelo homem branco. Grande parte do valor de facas índias está em suas bainhas, originalmente feitas de couro crú, ou defumado, e bem decoradas com miçangas, por vezes pequeninas obras de arte. Era muito comum no Velho Oeste norte-americano os homens das montanhas também usarem as do tipo "trade knife", principalmente as famosas Green River.

Faca integral (ing."integral knife")
Nome dado a um tipo moderno de faca, normalmente "custom", onde lâmina, "bolster" ou guarda , estrutura para afixação das talas de empunhadura e pomo são desbastadas de uma mesma barra de aço, habitualmente inoxidável. Essa designação é também aplicada a uma faca de sobrevivência e algumas utilitárias "custom" do artesão norte-americano Chris Reeves onde, a partir de uma única barra cilindrica de aço, a empunhadura é perfurada (tornando-se oca) e o resto das partes (guarda e lâmina) é forjada.

"Faca Pajeú" (ou "de Pajeú")
Faca de ponta com lâmina larga e ponta bem aguda produzida desde o inicio do século 19 nas regiões de Pajeú (sertão de Pernambuco) e Baixa Verde (Rio Grande do Norte, na divisa com o Estado da Paraíba). É uma das mais populares facas utilizadas pelos sertanejos das regiões Norte e Nordeste e bastante citada na literatura regional brasileira. Exemplares desse tipo de faca com a empunhadura do tipo embuá são muito desejados. Naquelas regiões é também conhecida como Faca Baixa Verde.

"Faca Parnaiba" (ou "Parnahyba")
Veja "Faca de Arrasto".

Faca-pistola / Canivete-pistola / Espada-pistola (ing. "knife-pistol" / "sword pistol")
Pertencentes ao raro ramo das Armas Combinadas, são lâminas acopladas a um ou dois canos de Arma de Fogo, sempre a empunhadura abrigando o mecanismo de disparo. Na forma de espadas, existem desde o final da Idade Média e na forma de facas e canivetes desde os anos da década de 1850. Em facas, a marca mais famosa desse raro tipo é a franco-belga Dumonthier e em canivetes a inglesa Unwin (posteriormente Unwin & Rodgers, mas que nada tem a com a famosa Joseph Rodgers & Sons). Por vezes, sendo mais específico, o têrmo pode ser encontrado como "dagger" (ou "dirk") pistol" ("adaga-pistola").

Faca utilitária (ing."utility knife")
Designação genérica de qualquer pequena faca cujo uso seja eminentemente prático, utilitário.

"Facón"
Palavra de origem argentina derivada da portuguesa facão, utilizada para definir facas de grandes dimensões utilizadas em lutas. Apresenta guarda dupla, lâmina larga e de pouca espessura, com um só fio, habitualmente produzida a partir de uma espada ou baioneta.

Fairbairn-Sykes (ou simplesmente F-S)
Têrmo que se refere aos oficiais ingleses William Ewart Fairbairn e Eric Anthony Sykes, os quais em 1940 tiveram um punhal de sua criação adotado pelos comandos ingleses, e que tornou-se mundialmente célebre, o tipo sendo utilizado até hoje por tropas militares em todo o mundo.

Falso fio (ing. "false edge" ou "wedge" ou ainda "swedge")
Seção do dorso da lâmina, próxima à sua ponta, que tem menos espessura, ou - em alguns casos - é afiada, facilitando a penetração.

"Fantasy" (fantasia) ou "Fantasy knife" (faca-fantasia)
Designação genérica de facas com linhas de "design" extremamente pronunciadas e agressivas. O nome teria surgido no final da década de 1970, a partir de criações fantasiosas do cuteleiro norte-americano Gill Hibben.

"Flat ground" (vazado reto, chato)
Tipo de vazado de lâmina onde as superficies desbastadas e polidas são retas, chatas. Na cutelaria de séculos passados muitas lâminas pareciam ser "flat", mas em realidade eram produto de rodas de desbaste e polimento com grande diâmetro, sendo, em realidade, um "hollow ground" bem aberto.

Fibra de carbono
Designação de fibras de grafite agregadas por resina epoxídica e laminadas. Apresenta leveza e alta resistência. Embora usada na empunhadura de facas e canivetes modernos, foi originalmente desenvolvida para a indústria aeroespacial dos EUA e posteriormente aplicada na carroceria de veículos de competição.

"Fighter" (lutadora)
Designação de facas destinadas exclusivamente à defesa, ou luta.

Fio (ing. "edge")
Parte afiada da lâmina.

Forjamento (ing. "forging")
Processo de martelamento do aço quando ao rubro com a finalidade de melhor agregar os grãos de ferro e carbono e, ao mesmo tempo, dar-lhe forma inicial. O melhor agregamento faz com que uma lâmina de aço se torne mais naturalmente dura. Uma lâmina forjada é aquela que sofreu esse processo e nele também se deu seu formato inicial.

"Franqueira"
Tipo de antiga faca ou punhal brasileiro, com empunhadura e bainha em prata (ou com grandes porções desse metal na primeira), que teria se originado na cidade paulista de Franca por volta de 1860.

"Friction folder" (literamente, dobrável de fricção)
Tipo de canivete primitivo usado nas fronteiras do Velho Oeste desde finais do século 18, cuja lâmina tinha um apêndice traseiro (impedindo-a de deslocar-se para além da linha superior da empunhadura) e que se mantinha dobrada (e protegida pela empunhadura) por ter atrito com o pino que a prendia na empunhadura.

"Frog"
Literalmente, esta palavra inglesa tem diversos significados, entre eles o de alça. Na área da cutelaria, serve para definir a alça, ou suporte (para cintura) encontrado na bainha de algumas baionetas e facas.

"Frontier look" (aparência da fronteira)/ "Frontier Bowie" (Bowie da fronteira)/ "Frontier knife" (faca da fronteira)
Termos cunhados por especialistas para um forte modismo de cuteleiros "custom" norte-americanos do início da década de 1990, os quais recriaram modelos de facas típicas dos EUA na época de sua colonização, onde as fronteiras foram expandidas. Os precurssores desse movimento foram os cuteleiros Dr.James Batson e Daniel Winkler. Hoje, o "frontier look" é quase um estilo, tendo público apaixonado e, dentro dele, as mais desejadas facas são as "frontier Bowies".

"Full tang"
Prolongamento da lâmina com o mesmo formato das talas de empunhadura, destinado a fixá-las. Em algumas lâminas pode ter sua espessura progressivamente diminuída em direção ao final da empunhadura, com o propósito de eliminar peso desnecessário, quando denomina-se "tappered tang" em inglês.

Furnitura
Designação até certo ponto errônea (pois originalmente se aplica a partes de jóias e as metálicas de móveis) usada para referir-se ao conjunto de calço, ou "bolster", e pomo metálico de facas e canivetes. Com o mesmo sentido, pode também ser usada para definir partes similares de espadas e suas bainhas.

G

G-10
Lã de vidro embebida com resina epoxídica, cujas principais características são leveza, altíssima resistência mecânica e ao calor. Embora atualmente usada na forma de talas para empunhadura de facas e canivetes, foi originalmente criada como isolante térmico de reatores nucleares.

Gládio
Nome da clássica espada curta romana da Antiguidade.

"Green River knife" ("faca Green River")
Designação original de um modelo de faca utilitária da famosa marca norte-americana John Russell, o qual ficou famoso entre índios e homens das montanhas no Velho Oeste. "Green river" (Rio Verde, atualmente na cidade de Pinedale, Wyoming, onde também se localiza o Museu dos Homens das Montanhas) foi o local do 1º "rendez vous", ou reunião de montanheses. Posteriormente, outros fabricantes também usariam esse nome em suas "trade knives", inclusive alguns ingleses. No século 20 e entre os colecionadores de facas de todo o mundo, o têrmo "Green River" igualmente serve para o mesmo propósito. Somente durante o ano de 1994, a famosa Cold Steel norte-americana lançou algumas excelentes versões modernas dessas facas, em aço-carbono Carbon V, hoje disputadas por muitos.

Guarda ( ing. "guard"; esp. "cruz", "defensa" ou "gavilán")
Seção entre lâmina e empunhadura que se projeta para cima e para baixo (guarda dupla), ou somente para baixo (guarda simples), desta forma evitando que a mão deslize para o fio, ou que uma lâmina adversária a atinja.

"Guntô"
Pronúncia do nome japonês para "katanás" militares japoneses durante a 1a. e 2a. Guerras Mundiais. Foram produzidos em arsenais e, embora alguns raríssimos exemplares possam ter boas lâminas originais da época do Japão feudal, a grande maioria é apenas de média qualidade.

H

"Hamon"
Pronúncia do têrmo japonês que significa "padrão, ou linha, de têmpera".

"Hirschfanger" (ale. "facão de guarda florestal")
Designação da clássica faca longa destinada ao abate de javalis, utilizada na Alemanha desde o século 18. Há 3 (tres) tipos: os da época imperial; aqueles adotados (ou presenteados) por associações nazistas de caça (oficiais ou não) e os chamados "de luxo", por terem a lâmina com cenas de caça gravadas à ácido e furnituras mais elaboradas. Nos diversos períodos, todos os principais fabricantes de Solingen os produziram, com lâminas de comprimento variando entre 11 e 16 polegadas. Atualmente, exemplares antigos em bom estado são raros e extremamente desejados por colecionadores. Por vezes também chamada de "espada curta de caça", ou "hunting short sword" em inglês (colaboração de William Schmidt, de São Paulo-SP).

"Hollow ground" (vazado concavo)
Tipo de vazado de lâmina onde a superficie é deixada levemente concava. Nas facas de séculos passados, devido a curvatura das imensas rodas de desbaste e polimento, muitas pessoas pensando que se tratava de vazados retos ("flat ground"), dado o grande diâmetro das mesmas. É o mais utilizado tipo de vazado da atualidade, tanto na cutelaria "custom" quanto na comercial.

I

I*XL
Timbre da célebre empresa cuteleira George Wostenholm & Son, de Sheffield, Inglaterra, uma das maiores produtoras de Bowies originais durante o século 19, a maioria das quais exportada para os EUA. Essa marca é a abreviação fonética do têrmo inglês "I excell", "eu supero", referindo-se à qualidade e acabamento de suas facas que superariam as outras em qualidade de materiais e acabamento. A empresa foi adquirida pela Joseph Rodgers em 1968 e depois dela foi a mais famosa marca inglesa de cutelaria do mundo.

J

"Jagdmesser" (ale. faca de caça)
Designação genérica da faca de caça utilizada na Alemanha, desde tempos imemoriais. Alguns dos mais clássicos modelos tem diversas ferramentas dobráveis na empunhadura (que se recolhem com em um canivete) e muitas bainhas são em couro na cor verde-escuro, mesma cor das calças de caça usadas por muitos caçadores germânicos.

"Jambiya" ou Jambia
Faca oriental usada principalmente na Pérsia (hoje Irã), mas também por outros povos da região, desde a Antiguidade. Sua lâmina é característicamente curvada para cima, por vezes com fio em ambos os lados e, normalmente, as bainhas são de prata, revestidas desse metal ou então ricamente adornadas.

"Jigged bone" (osso escalavrado)
Material usado principalmente em empunhaduras de facas e canivetes. Trata-se de uma alternativa barata para substituir o clássico chifre de veado. Utilizado desde 1850, principalmente pelas indústrias cuteleiras inglesa e norte-americana, ao natural ou - na maioria dos casos - tingido em muitas cores.

Jimmy Lile
O norte-americano James (Jimmy) B. Lile (1933-1991) produziu facas artesanais desde os 15 anos de idade, mas apenas ficaria mundialmente famoso a partir da metade da década de 1980, quando foi encarregado de criar e executar um projeto especial para o primeiro filme da série "Rambo". Assim, da mesma forma que a película tornou famoso o ator Sylvester Stallone, a faca usada por seu personagem projetou Lile no mundo internacional da cutelaria. Entretanto, essa faca "criada" por Lile (com empunhadura oca, para a guarda de pequenos utensílios que auxiliassem a sobrevivência em regiões inóspitas e situações de emergência) não era algo novo, já existindo de forma comercial desde 1920 (modelo 3000, da Ka-bar) e como "custom" desde 1963 (modelo nº 18 - "Attack-Survival", de Randall). Mas, Lile foi um cuteleiro excepcional, não só pela maciça divulgação de um tipo até então quase desconhecido (e realmente prático) de faca, como pela execução de criações menos "hollywoodianas". Sua faca de sobrevivência "Sly II" ("Sly" é o apelido de Sylvester Stallone em circulos cinematográficos), versão comercial da faca original do 1º filme da série Rambo, é atualmente muito valorizada em todo o mundo, principalmente se tiver sido executada pelo próprio Lile, uma vez que sua viúva continua explorando comercialmente a marca.

"Jóia do Nilo"
Nome da mais cara faca "custom" de todos os tempos. Criada em 1989 pelo cuteleiro norte-americano Buster Warensky, suas linhas gerais são uma cópia ampliada da célebre adaga com lâmina e bainha de ouro encontrada na múmia do faraó Tuthankamon. Segundo o artesão, sua confecção exigiu 5 anos de trabalho, cerca de 1 kg de ouro 18 quilates, muitas pedras preciosas e outros materiais nobres. É muitíssimo mais refinada que a original e foi adquirida em 1990 pelo então vice-presidente da Sony Corporation, o japonês C. Itoh, por 1 milhão de dólares. Atualmente, seu valor é estimado com sendo superior a 1,5 milhão de dólares. Graças à "Jóia do Nilo" e a outras adagas de arte como a "Gema do Oriente" (com o valor estimado, na época de seu lançamento em 1991, como já sendo de 1,5 milhão de dolares), em 1992 Warensky entrou para o "Hall da Fama da Cutelaria", um disputado prêmio anual concedido pela revista norte-americana Blade, a líder mundial das publicações do segmento.

K

Ka-bar
Marca comercial da antiga empresa norte-americana Union Cutlery timbrada inicialmente em facas de caça (é uma abreviação da fonética do têrmo "Kill a Bear" - Matar um Urso - usada por um caçador numa carta em que elogiava as facas da Empresa) e posteriormente em um modelo de faca militar oficial dos EUA na época da 2a. Guerra Mundial. O modelo tornou-se tão famoso que o termo Ka-bar transformou-se em designação genérica de um estilo de faca militar/utilitária.

"Kataná"
Fonética do têrmo japonês que significa, de forma genérica, espada. De maneira técnica, esta classificação pelo comprimento da lâmina de uma espada japonesa pode ser dividida em outras 2 (duas): "uchigataná" (espada de combate), variando de 53 a 62 cm, e "daito" ou "tatchi" (espada longa), entre 62 e 70 ou mais cm.

"Knife show" ou "blade show" ("mostra de facas" ou "mostra de lâminas")
Têrmo genérico norte-americano para feiras e exposições da área de Cutelaria, que se iniciaram nos EUA no inicio da década de 70. Atualmente, o têrmo tornou-se voz corrente, sendo usado em todo o mundo.

"Kaiken" ou "Kwaiken"
Fonética da palavra japonesa que define uma faca utilitária de médias proporções, com empunhadura e bainha de madeira, ou madeira revestida com metal (habitualmente latão), utilizada entre os séculos 15 e 19. Especialistas afirmam que o tipo foi revivido nos anos iniciais do século 20, tendo sido usado, inclusive, por gueixas que as portavam ocultas nas largas mangas dos quimonos.

Kandjar/Khandjar
Arma branca de origem asiática, com diversas variantes regionais produzidas desde o mundo árabe até o Norte da Índia. Apresenta lâmina elegante e de fio ondulado.

Khyber
Arma branca originária do Afeganistão, com lâmina tipo Yatagan e dorso muito largo. Um corte seccional da lâmina mostraria a forma da letra "T", devido a configuração particular de seu dorso largo.

"Kozuka"
Fonética do têrmo japonês que designa de forma geral a pequena faca utilitária inserida em compartimento próprio nas bainhas de "katanás", "wakisashis" e alguns "tantôs". Em realidade e tecnicamente, este é o nome apenas da parte de empunhadura (retangular) da referida faca, habitualmente em cobre lavrado, "kogataná" sendo a designação de sua lâmina.

Kraton
Borracha sintética que alia as características de elasticidade da borracha vulcanizada com a estabilidade e resistência química dos termoplásticos.

Kris ou Krys
Faca originária da Malásia e Indonésia, para cerimonial e defesa. Existem numerosas variantes de acordo com as regiões de fabricação. Habitualmente de lâmina "flamígena", ondulada, mas também existindo variantes com essa parte reta. Segundo a tradição, a lâmina ondulada representaria a serpente sagrada Naga, em estado de movimento ou repouso, respectivamente. Estas lâminas são fabricadas com "pamur", uma espécie primitiva de aço Damasco.

Kydex
Termoplástico acrílico derivado do PVC, atualmente muito utilizado na confecção de bainhas para facas modernas. É facilmente moldável em alta temperatura, mas quimicamente estável e indeformável em temperaturas ambientes.

Kukri, Kukrie ou Kukhuri
Faca (utilitária, de combate e cerimonial) nacional do Nepal. Normalmente com lâmina de grande dimensão (entre 9 e 14 polegadas de comprimento), em angulo pronunciado, curvada para baixo e pesada e ainda tendo a particularidade de apresentar fio apenas na porção côncava. Foi popularizada pelos corpos de guerreiros Gurcas a serviço do Exército Britânico, desde o início do século 19.

L

Laguiole
Embora muitos pensem que se trata de uma marca, é em realidade um tipo de canivete criado no final do século 19 pelo cuteleiro Pierre-Jean Calmels, da cidade francesa de Laguiole.

"Lambedeira" (ou "Lambideira")
Designação popular particular das regiões Norte e Nordeste do Brasil para facas e punhais de lâminas largas (entre 3 e 4 dedos) e comprimento de 30 a 40 cm, com empunhadura constituida de arruelas de chifre bovino e de latão intercaladas. Essa designação teria nascido nas cutelarias que, desde o início do século 19, as produziam na localidade conhecida como Baixa-Verde, no vale do Pajeú, entre Pernambuco e Paraíba.

Lâmina (ing. "blade"; esp. "hoja")
Parte principal da faca, habitualmente de aço. Embora nos últimos anos de ensaia com outros materiais modernos e revolucionários (como as novas cerâmicas, ligas não- ferrosas como o "stellite" e metais como titânio), nenhum dos quais parece poder substituir totalmente o tradicional aço. A lâmina pode apresentar um ou dois fios, dorso e ponta. Seu prolongamento para permitir a confecção da empunhadura chama-se "espigão" ou "tang".

"Lâmina de manicure" (ing. "manicure blade")
Pequenina lâmina existente em canivetes utilitários, própria para a limpeza e desbaste de unhas. Habitualmente, uma das faces (existem planas e triangulares) é uma diminuta lima, com finas estrias, e a lâmina termina numa ponta, própria para inserção debaixo das unhas.

"Lâmina pé-de-ovelha" (ing. "sheep foot blade")
Designação popular de um tipo de lâmina com a ponta aquadradada, utilizada em alguns canivetes do tipo utilitário, ou de marinheiros.

Lâminas pequenas (ing. "pen knife"; esp. "hoja cortaplumas")
Normalmente empregadas no século 19 e início deste em canivetes, ou facas de bolso, com a finalidade de afiar penas de escrita (as antigas "canetas", "pen" em inglês), embora servissem para outras pequenas tarefas.

Latão
Antiga liga metálica com, aproximadamente, 70% de cobre e 30% de zinco, de característica cor amarela quando polida, e muito utilizada em furnituras de facas, canivetes, espadas, etc.

"Linerlock"
Sistema de travamento para canivetes criado pelo cuteleiro norte-americano Michael Walker no início da década de 1980, juntamente com o dispositivo que permite a abertura da lâmina com uma só mão. Inicialmente apresentações "custom", ambas são uma constante na maioria dos modernos canivetes táticos comerciais. Existem sistemas similares de travamento para o mesmo fim com designações diferentes, tais como "crosslock", "ball-lock", etc.

"Língua-de-Peba"
Designação popular de um típico punhal de lâmina triangular usado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, por sua lâmina de secção triangular ser semelhante ao formato da língua do tatú-peba. Documentalmente, o primeiro registro que se tem do uso desse tipo de punhal foi na Guerra do Paraguai (1865-1870). São raríssimos, principalmente quando confeccionados com requinte.

"Líttlemester" (pequeno mestre)
Embora refira-se a "pequenos", era a designação dos grandes mestres-cuteleiros da Sheffield do século 19 e início do 20. Na Inglaterra de tempos antigos, os mais famosos foram Joseph Westby e Fred James (cujo trabalho adentrou o século 20); na Inglaterra moderna, o mais conhecido é Stan Shaw.

"Lockback"
Literalmente "travamento traseiro". Clássico sistema de travamento de canivetes (e de algumas facas Bowie dobráveis) criado no final do século 18 na Inglaterra.

Loveless
Robert (Bob) Waldorf Loveless é um famosissimo cuteleiro norte-americano nascido em 1929 que, a partir do início da década de 1960, criou principalmente facas utilitárias e de caça com lâminas de característico "drop point" ("ponta caída"), as quais poucos anos depois tornaram-se verdadeiras clássicas nesses tipos. Ao longo da década de 1970, Loveless também refinou as empunhaduras dessas facas, igualmente criando um estilo muito próprio e que também se consagrou. A partir de finais da década de 1980 sua fama já era tanta que na América do Norte cunhou-se o têrmo "Loveless style" (estilo Loveless) para definir pequenas e requintadas facas artesanais com lâmina "drop point". Hoje, Bob Loveless é famoso em todo o mundo, principalmente no mercado japonês, que adquire avidamente suas criações.

M

Machaira
Designação de uma das primeiras (senão a primeira) facas de combate. Foi usada, ao lado da Kopis (outra faca de combate) pelos gregos helenicos e era de bronze. Ambas são ancestrais de algumas famosas facas de tempos modernos, como a "kandjar", a "kukri", a "jambiya", etc.

Marble (ou Marble's)
Célebre marca norte-americana da empresa cuteleira criada por Webster L. Marble em 1898, na cidade de Gladstone, Michigan. Em 1908, a Empresa lançou alguns modelos de facas de caça e de pequenos machados que tornaram-se clássicos, principalmente as empunhaduras de facas que combinavam chifre de cervo com arruelas de couro, ou arruelas de couro com um pomo de chifre de cervo. O auge da Marble foi nos anos da década de 1930, onde muitos de seus mais clássicos modelos foram copiados por empresas cuteleiras de todo o mundo, principalmente as germânicas e as nacionais Mundial e Corneta. Nos anos finais da década de 1980, o famoso cuteleiro norte-americano W.D. Randall criaria seu último modelo, o de nº 25 - "Trapper" - também baseando-se na clássica combinação de chifre de veado com arruelas de couro.

Marfim
Designação genérica de presas, dentes e chifres de alguns animais terrestres e marinhos, também utilizada na confecção de empunhaduras para facas, adagas, canivetes, etc. O mais famoso e usado é o marfim de elefante e o mais raro é o do chifre espiralado de um cetáceo chamado narval, já quase extinto. É também o material preferido para trabalhos de "scrimshaw". Atualmente, alguns cuteleiros, principalmente os norte-americanos, estão utilizando também marfins fósseis, como o de mamutes, por exemplo.

"Mastersmith" (forjador mestre)
É o título máximo que um cuteleiro "custom" norte-americano pode ter e é outorgado (e certificado) anualmente a um grupo reduzido de artesãos pela ABS-American Bladesmith Society.

Micarta
Resina fenólica combinada com materiais diversos (tecidos, pós, papéis, etc) criada em 1906 pela companhia norte-americana Westinghouse originalmente como isolante elétrico, mas bastante usada a partir dos anos finais da década de 1960 para empunhaduras de facas "custom" e posteriormente algumas comerciais. Apresenta excelente resistência, boa textura e aparência agradável. A mais rara (e desejada) foi a MIcarta marfim, até o final dos anos 70 produzida com pó de marfim verdadeiro e que se amarelava com o tempo, como o material original. Veja também Celeron, nome comercial de sua correspondente nacional.

"Misericórdia"
Designação popular de um pequenino punhal europeu, com lâmina raramente superior a 4 polegadas, usado na Idade Média para matar os feridos graves em campos de batalha. Caracteriza-se por ter um pomo concavo, onde se apoia o dedo polegar (para maior penetração) e lâmina triangular ou losangular. O golpe de misericórdia era dado na jugular do ferido.

Moldura
Peça existente em algumas ponteiras de bainha, destinada a protegê-las ou simplesmente como elemento decorativo para embelezá-las. Origina-se nas bainhas das espadas onde tinha a função de proteger a ponteira do contato com o solo. É habitual em facas gaúchas com bainhas de prata ou alpaca.

"Mountainman knife" (faca do homem das montanhas)
Designação genérica de quaisquer lâminas (utilitária, "patch knife" e Bowie) utilizadas pelos montanheses norte-americanos nas fronteiras dos EUA a partir do início do século 19. Especialistas daquele país acreditam que o modismo do "frontier look" floresceu devido ao fato de as originais serem raras e caríssimas. O têrmo pode também ser escrito "Mountain Man knife". Veja também "Green River knife".

N

"Naginata"
Pronúncia do têrmo japones que define uma lança-espada, com lâmina longa e similar ao do clássico "kataná". No Japão feudal, foi a arma preferida dos famosos monges-guerreiros e também mulheres de samurais eram treinadas em seu uso. Lâminas de antigas "naginatas" foram transformadas em "tantôs", "wakisashis" e "katanás" e, quando neste último caso, a espada total assim constituida recebe o nome de "nagamaki" (colaboração de Kushio Yama, de Mairiporã-SP).

"Naife"
Designação de uma pequena faca gaúcha particular da região Sul do Brasil com lâmina (normalmente de 3 a 5 polegadas de comprimento) produzida a partir da mesma parte de tesouras usadas para a tosquia de carneiros. A origem do termo está nos emigrantes escoceses que se dedicavam a esse tipo de criação no Sul do Brasil, pois "naife" é a pronúncia da palavra inglesa "knife". Em algumas regiões de nossos Pampas é também conhecida pelo nome de cherenga. Dentre as facas gaúchas do Uruguai, existe um modelo menor mas de configuração similar denominado localmente de "corta-naco". É também uma outra designação para o "cuchillo canário", ou faca nacional das Ilhas Canárias. Existe uma correspondente usada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil: veja Quiçé.

"Navaja" ou "Navaja espanhola" (ing. "Spanish clasp knife")
Clássica faca dobrável de lâmina larga utilizada por espanhóis desde o século 17, com típico sistema de travamento de catraca (7 "cleqs"). Eram de dimensões variadas, aquelas destinadas à defesa tendo lâminas que iam de 6 até impressionantes 16", habitualmente portadas por dentro da faixa de tecido que fazia o papel de cinto na indumentária espanhola do período. Franceses e ingleses também produziram este modelo até o início do século 20. Atualmente, em muitas cidades espanholas são vendidas "versões para turistas", normalmente de qualidade duvidosa.

"Nicker" (ou "Jagdnicker")
Palavra que designa a clássica e pequena faca nacional de caça da Alemanha desde o século 16. Numa tradução livre, "nicker" significa "companheiro" ou "parceiro" e, assim, "jagdnicker" seria o "companheiro, ou parceiro, do caçador". Normalmente, tem lâmina entre 3 e 4 polegadas, formato "spear point" e empunhadura em peça única de chifre de cervo, embora fabricantes modernos as tenham produzido com essa parte em outros materiais. Os mais clássicos exemplares são acompanhados de bainha de couro com terminais de alpaca e a faca é habitualmente portada em um bolso especial que existe na calça dos caçadores germânicos (colaboração de Wilfredo Weinghart, Pomerode -SC).

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